quinta-feira, 20 de maio de 2010

Uma Semana

Hoje faz uma semana que tudo acabou, faz uma semana que eu estou sem você. Já faz uma semana, e eu não esqueço tudo o que você me disse, uma semana, e eu não consigo parar de pensar em você. Agora dói mais ainda, porque eu sei que eu perdi você pra sempre. O dia em que eu perdi você, o dia em que eu perdi meu chão.Eu nunca pensei que seria tão difícil, que eu choraria tanto, que eu sofreria por uma pessoa que não me ama. Estava tudo bem, eu já estava te esquecendo, mas você voltou, voltou me dizendo que queria me ver que queria conversar, bastou você dizer isso e eu voltei a me apaixonar, dessa vez, como nunca amei alguém, mas deu tudo errado, você foi embora e eu continuei na mesma. Não consigo parar de pensar em você, não consigo ficar com outra pessoa, só porque eu não paro de pensar em você. Mas eu tenho que seguir em frente, por mais que seja difícil, tenho que viver a minha vida e deixar voce viver a sua. Eu só quero que voce saiba que quando tudo isso acabar, talvez, eu não vou estar mais aqui... Hoje, uma semana depois, estou começado a aceitar que TUDO acabou...




sábado, 15 de maio de 2010

Perdendo tempo

Eu nunca pensei que isso seria fácil, porque nós estamos tão distantes no momento. Nenhum dos dois tem uma resposta sólida, que me pudesse explicar o porque de isso estar acontecendo. Mas a vida é assim mesmo, nós lutamos, mesmo que doa, e choramos. Nós vivemos e aprendemos, e tentamos concertar aquilo que já passou. O nosso futuro não depende só de você, do mesmo jeito que não depende só de mim. Você me disse que isso seria bom para nós, mas se é bom, porque que eu estou chorando? Eu só preciso de você aqui.

Você sabe qual é a primeira coisa em que penso quando eu vou me deitar? Na minha família. Penso neles e no que eu fiz, em tudo o que eu disse para eles, penso que o passado é ruim e que o presente não melhora nem o passado, nem o futuro, o que pode melhorar é a nossa atitude. Agora, você sabe qual é a ultima coisa em que penso quando vou dormir? Em você. Penso em todo o tempo que eu perdi quando eu amei você eu em todo o tempo que perco e que vou perder ao amar você, penso em tudo o que passamos, em tudo o que falamos, penso que isso poderia ter sido diferente, que agora você estaria comigo, penso que eu nunca amei e nunca vou amar alguém como eu amei você. Você foi, é e sempre vai ser o meu primeiro amor... Penso que ele está te fazendo feliz, mas no lugar dele, eu queria estar.

A nossa amizade não continuará a mesma, por mais que tentamos. Hoje, mais uma vez, eu perdi o meu tempo pensando em você, perdi me tempo escrevendo isso pra você, mas tempo eu não perco, para falar isso pra você... Eu te Amo ♥

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vida

Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Depoimentos

Nem todas as palavras do mundo iriam dizer tudo que penso sobre você

Você, para muitas pessoas, pode ser aquele que silencia o mundo ou simplesmente um garoto. Para mim você é um pouco de tudo.

As vezes você é um santo, outras é um lobo vestido de cordeiro.

Pode ser previsível muitas vezes, mas outras surpreende todos a sua volta.

Pode ser inofensivo e perigoso ao mesmo tempo, mas só depende de que te conhece e como te conhece

Não me arrependo de conhece-lo... Por que?

Porque você é um amigo fora de comum.


By: Carol


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Jv? o que falar de vooc? [kkk] meu colírioo maravilhosoo

bom, até alguns tempos atrás a gente nem se falava direito e nem era tão amigo assim, mas conforme o tempo passa a gente vai conhecendo melhor a pessoa e vendo as suas qualidades. esse cara anima as minhas (e de mais gente) manhãs desde o intervalo (não vejo ele antes kk) até a hora da saída. a gente nunca vai esquecer desse momento sedução que ele faz aquela dancinha ‘magavilhosa haha’ e ainda imitando lady gaga haha’. Joca voce é MAGAVILHOSO!

by: Gabii


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Jojo, você é uma pessoa maravilhosa, e pelo pouco que eu pude te conhecer, percebi o quanto você é querido, com esse seu jeito carinhoso, comunicativo e muito atencioso, você conquista todos a sua volta...

É uma honra para mim ser sua amiga, eu te [red]adoro[/red] muuito! Pode contar sempre comigo!!


Beijos Thamires

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sim

Na rua deserta e umedecida pela fina garoa que caía, caminhava a passos largos o homem franzino conhecido como T. Sua pressa tinha um único motivo, não queria perder de forma alguma o jogo do Knicks, torcedor fanático que era. Fez o serviço com a destreza habitual já conhecida por seus clientes que o contratavam a peso de ouro, pagamento adiantado como de praxe, problema algum para quem escolhia um homem com tanto respeito no submundo.
No caminho gabava-se de quão bom era, a encomenda fora mais fácil que pensava. Não havia motivo para tanta preparação para apagar Andy Baley, um burguesinho de merda metido em dívida de drogas. É claro que a coleta que tinha com as prostitutas de luxo facilitava, conseguia informações valiosas, e suas vítimas eram pegas por seguir sempre o mesmo roteiro: jogar nos cassinos, se entupir de drogas e depois trepar com algumas garotas em um hotel qualquer. Riu, ao lembrar-se do idiota se borrando todo, com a 45 enfiada até o talo na garganta. E a arma ainda quente, lhe aquecia confortavelmente a perna.
Ao quebrar o primeiro quarteirão, deparou-se com alguns mendigos amontoados no beco, tentando vencer o frio com uma pequena fogueira. Passou sem ser molestado, o povo da rua conhece o perigo de longe, fareja a morte iminente como um cão ao seu alimento.
Mas antes que pudesse deixar para trás o cheiro fétido e nauseante do local, teve seu braço segurado. Os dedos coçaram para sacar sua arma, mas se conteve e apenas com um movimento brusco puxou aquele que o abordara ao encontro dos punhos.
Seus músculos relaxaram ao ver que era apenas uma velha, imunda e maltrapilha.
- Não tem esmola hoje!
- Na-Não quero esmolas moço. – disse a mulher pressionada no paredão gelado. – Quero apenas lhe dar um recado que o vento me trás.
Ele riu. – Velha louca! Então conversa com o vento? Não seja tola! Hoje poderia ter sido seu último dia de vida.
- Apenas escute a mensagem, moço.
- Além de louca é burra? Não vê que ainda respira por pura benevolência minha? Tua sorte é que hoje estou sem tempo. Vá! Volte para o esgoto de onde veio. – disse ele batendo a cabeça dela contra a parede.
A mulher, atordoada, saiu do caminho, mas antes que ele sumisse de vista, gritou:
- Sim! Sim!
A vontade dele era voltar e descarregar sua arma na cabeça da maldita mulher. Mas já era tarde e não podia perder o jogo. Seguiu para o metrô, que naquela altura estava completamente vazio. Sentou-se confortavelmente encostado na janela, duas estações e estaria enfim a poucos metros do bar onde freqüentava. Na parada da primeira estação entrou uma criança e sentou-se ao seu lado, T. estranhou ao ver o menino, o qual julgou ter no máximo dez anos, sozinho.
- Garoto, não está fugindo de casa, está?
O menino, branco como leite e trajado com um terno mal costurado, sequer olhou para ele.
- Muito bem! Sua mãe deve ter lhe ensinado para não dar conversa a estranhos.
Notando que o garoto não estava mesmo querendo papo, ou sofria de algum problema auditivo, virou-se para a janela. Sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha, ao perceber que não havia no reflexo do vidro o pequeno companheiro de assento. Virou-se novamente para o menino e este com os olhos negros como a noite, berrou de forma descomunal.
- SIMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!
Quase saltou do banco, e praguejou ao ver que estava sozinho no vagão. - Mas o menino, o menino... Foi tão real. Só podia ter cochilado... Mas fora tão real e tão... tão... assustador! Definitivamente aquela noite lhe parecia estranha. Queria chegar logo ao seu destino.
Na saída do metrô, suas pernas ainda tremiam. – Porra, era só um garoto! Era só uma merda de pesadelo. Bruxa filha da puta, devia ter quebrado-lhe os dentes. Não! Não! Devia ter-lhe rachado a cabeça.
No bar, enfim sentiu-se em casa, lá havia rostos familiares, por mais que T. fosse reservado, ali se soltava e trocava até algumas palavras com o balconista. Após o cumprimento amigável, foi servido com o velho Black Label de todas as noites, o gole desceu suave, seguido por um demorado trago no cigarro. E na tevê postada em um suporte no canto do bar, os Knicks entravam em quadra. Era um jogo decisivo, poderia levar seu time à tão sonhada decisão se passasse pelo Suns. Ele ficou tão preso ao jogo que pouco reparou (e foi o único no recinto que fizera isso) na loira de quase dois metros que adentrou no bar, trajando um tomara-que-caia preto. Mas essa não tirava os olhos dele, e com um gesto chamou o atendente do bar; este, após atendê-la, voltou ao balcão e sussurrou no ouvido de T:
- Amigo, desculpe atrapalhar, mas creio que seja por um ótimo motivo, aquela loira maravilhosa que está sentada ali no canto, pediu que lhe entregasse este bilhete.
Ele pegou o bilhete, e apenas sorriu discretamente. Tomou o resto do uísque que havia em seu copo, e o abriu. Dessa vez o gole pareceu travar na garganta tamanha a surpresa da mensagem. Em escrita bem consolidada apenas três letras recheavam o pequeno papel: SIM.
T. virou-se para a mulher, e ela retribuiu com um largo sorriso. Intrigado, levantou e foi em sua direção, mas fora atrapalhado por alguns jovens que se amontoavam para ver o jogo. E nesse piscar de olhos a perdeu de vista. Olhou apressadamente por toda a parte, e mesmo os olhos treinados de um assassino frio e cruel não puderam localizá-la. Ela havia partido, e agora ele não estava delirando, se é que em algum momento estivera. O pequeno bilhete ainda estava em sua mão.
Sentiu-se parte de uma brincadeira piegas, ou será... Será que alguém notou o seu pequeno serviço noturno? Estava confuso. E aquela situação atiçou seu nervosismo de tal modo, que fora meio que “sem prestar atenção em nada” para o banheiro. (Mantenha o controle. Mantenha o controle. Ninguém pode detê-lo. Você é o melhor no que faz. O melhor!)
O pequeno banheiro do Massive’s Night, não era diferente dos banheiros de bares de qualquer subúrbio. A luz fosca amarelada dava um ar ainda mais sujo ao lugar, o cheiro de urina velha, misturada com um desinfetante barato qualquer, ardia nas narinas de qualquer um que ali adentrasse.
Abriu sua calça e aliviou-se naquele mictório mal-cheiroso. Antes de lavar as mãos, retirou algumas folhas de papel toalha para cobrir sua mão. Não queria se contaminar com bactérias vindas de “paus sebosos”. Abriu a torneira e encheu as mãos, lavando em seguida o rosto, repetiu isso por duas vezes, e com os olhos fechados tateou o porta-toalhas. Enxugou o rosto com o papel, e quando abriu os olhos não viu apenas sua imagem. Além do seu reflexo, havia no espelho, escrito a dedo no vidro pouco embaçado, a palavra SIM. Passou as mãos sob a cabeça raspada, para enxugar as pequenas gotas repousadas, meteu a trava na porta e sacou sua pistola, antes de conferir se havia mais alguém ali.
(Vocês não vão me pegar! Não vão! Estouro seus miolos antes que respirem, antes mesmo que possam piscar)
Guardou sua arma novamente e saiu do banheiro. Desconfiando de todos que ali estavam, pagou sua conta, deu uma pequena conferida no jogo e saiu apressadamente. Sua cabeça estava a mil com tudo aquilo, e ele só queria ir para casa.
Em sua mente uma voz estranha começou a sussurrar:
SIM! SIM! SIM! SIM!
Ele, no desespero, começou a andar mais e mais rápido, e aquela voz martelava em sua mente, em um ritmo cada vez maior. Ao passar em frente a uma loja de eletrônicos, teve a impressão de ver em todas as telas a mesma mensagem.
Com o susto atravessou a avenida, e distraído não percebeu o Maverick azul que dobrara a esquina em alta velocidade, seu corpo fora atirado com brutalidade e seu sangue coloria de vermelho a calçada cinzenta.
Estava consciente e sentia que não ia escapar com vida dali, pensou na ironia do destino, morrer de uma forma tão banal, pois, para um matador de aluguel como ele, morrer assim era quase uma humilhação.
Quem o atropelou nem sequer parou para prestar socorro, e ele ficou ali, estirado por um longo tempo, sentindo a morte chegar lentamente.
Tempo suficiente para ver sua vida passar como um filme, desde a infância até aquela noite, quando após subornar o zelador do hotel, entrou no quarto 105, e encontrou seu alvo completamente distraído na banheira, ele aguardava sua acompanhante. Mas mal sabia que essa, além de não aparecer havia lhe entregado para seu executor.
- Serviço de quarto... – disse T. apontando a arma para Baley
- Q-Quem é você?
- Você deixou alguém muito, mas muito aborrecido garoto.
- Mas..
- CALE A BOCA! CALE A MALDITA A BOCA, OK?
(silêncio)
- Isso, assim está bem melhor rapaz. Agora onde eu estava? Ah sim! Você deixou alguém muito aborrecido, e essa pessoa me pediu que viesse dizer isso a você. Mas, sabe como é, não sou muito bom com as palavras.
- Na-Não pelo amor de d...
- CALE-SE! – enfiando a arma na boca do rapaz – Não sou bom com as palavras, e vou resolver do meu jeito. Vou mandar você para o inferno. Quando chegar lá, pergunte ao diabo se tem um lugar para mim...
Nas ruas, as pessoas começavam a chegar aos montes, gritando, se abraçando. Os fogos coloriam o céu. O Knicks havia vencido. Mas para T. isso não faria diferença... Era o fim da linha para ele. E a mensagem tão repetida naquela noite agora fazia sentido.